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Cirurgia bariátrica

Quando ela é indicada e quais cuidados são necessários?

A cirurgia bariátrica é um procedimento indicado para o tratamento da obesidade em casos específicos, especialmente quando o excesso de peso já compromete a saúde, a qualidade de vida e aumenta o risco de doenças associadas.

Mais do que uma cirurgia para perda de peso, ela faz parte de um tratamento amplo, que exige avaliação médica criteriosa, preparo adequado e acompanhamento contínuo antes e depois do procedimento.

O que é a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é um procedimento realizado com o objetivo de auxiliar no controle da obesidade e de suas complicações. Dependendo do caso, ela pode contribuir para a melhora de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, refluxo gastroesofágico, dores articulares e alterações metabólicas.

Atualmente, as técnicas mais utilizadas são realizadas por videolaparoscopia, uma abordagem minimamente invasiva que permite incisões menores, recuperação mais confortável e retorno gradual às atividades, sempre conforme a orientação médica.

Quando a cirurgia bariátrica é indicada?

A indicação da cirurgia bariátrica não depende apenas do peso. Ela deve considerar o Índice de Massa Corporal, conhecido como IMC, a presença de doenças associadas, o histórico de tratamentos anteriores, os riscos clínicos e o perfil de cada paciente.

De forma geral, a cirurgia pode ser considerada para pacientes com obesidade grave, especialmente quando há dificuldade de controle do peso por métodos clínicos, mudanças de hábitos, acompanhamento nutricional e tratamento medicamentoso.

Também pode ser indicada quando a obesidade está associada a problemas de saúde que impactam a rotina e aumentam riscos a longo prazo. Por isso, a avaliação com um especialista é essencial para entender se o procedimento é realmente adequado.

O que é avaliado antes da cirurgia?

Antes da cirurgia, o paciente passa por uma avaliação completa. O objetivo é analisar as condições clínicas, identificar riscos, orientar expectativas e preparar o organismo para o procedimento.

Essa etapa pode incluir exames laboratoriais, avaliação cardiológica, avaliação nutricional, acompanhamento psicológico ou psiquiátrico quando necessário, além da análise de doenças associadas e do histórico de saúde do paciente.

Esse preparo é fundamental para que a cirurgia seja realizada com mais segurança e para que o paciente compreenda as mudanças que farão parte da nova rotina.

Quais cuidados são necessários antes da bariátrica?

O período pré-operatório exige comprometimento. O paciente deve seguir as orientações médicas, realizar os exames solicitados e ajustar hábitos alimentares conforme a recomendação da equipe.

Também é importante esclarecer dúvidas sobre o tipo de cirurgia, o tempo de recuperação, os cuidados com alimentação, o uso de suplementos, o retorno às atividades e o acompanhamento após o procedimento.

A cirurgia bariátrica não deve ser vista como uma solução isolada, mas como parte de uma jornada de cuidado contínuo.

E depois da cirurgia?

O pós-operatório é uma etapa decisiva para o sucesso do tratamento. Após a cirurgia, o paciente precisa seguir uma evolução alimentar orientada, manter acompanhamento médico regular e adotar mudanças sustentáveis no estilo de vida.

A alimentação passa por fases, começando com líquidos e avançando gradualmente conforme a recuperação. Além disso, pode ser necessário o uso de vitaminas e suplementos, sempre de acordo com a orientação profissional.

O acompanhamento a longo prazo ajuda a monitorar a perda de peso, prevenir deficiências nutricionais, avaliar sintomas e fortalecer a manutenção dos resultados.

A bariátrica exige acompanhamento contínuo

A cirurgia bariátrica pode trazer benefícios importantes para pacientes bem indicados, mas exige responsabilidade, preparo e acompanhamento. Cada caso deve ser avaliado de forma individual, respeitando a saúde, os objetivos e as necessidades de cada paciente.

Se você deseja entender se a cirurgia bariátrica pode ser indicada para o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Guilherme Staut e receba uma avaliação especializada.

Cirurgia bariatrica revisional

Cirurgia Bariátrica Revisional

A cirurgia bariátrica é uma ferramenta importante no tratamento da obesidade e de suas doenças associadas, especialmente quando indicada de forma criteriosa e acompanhada por uma equipe especializada. Mesmo assim, em alguns casos, o paciente pode apresentar reganho de peso, perda de peso insuficiente ou complicações relacionadas ao procedimento anterior. Nessas situações, pode ser considerada a cirurgia bariátrica revisional.

A bariátrica revisional é um procedimento realizado para corrigir, ajustar ou converter uma cirurgia bariátrica já feita. Ela não deve ser vista como uma “falha” do paciente, mas como uma possibilidade de reavaliar o tratamento, entender o que está acontecendo e definir a melhor conduta para cada caso.

Quando a cirurgia bariátrica revisional pode ser indicada?

A indicação da cirurgia revisional depende de uma avaliação individualizada. Entre as situações mais comuns estão o reganho significativo de peso, a perda de peso menor do que o esperado, o retorno de doenças associadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono, além de sintomas como refluxo intenso, vômitos frequentes, alterações nutricionais ou outras complicações anatômicas. A literatura médica também reconhece a reoperação bariátrica como alternativa para tratar complicações, obesidade persistente e reganho de peso, embora geralmente apresente maior complexidade do que a cirurgia primária.

Em pacientes que realizaram sleeve gástrico, por exemplo, o refluxo gastroesofágico pode ser uma queixa relevante em alguns casos. Já em pacientes submetidos ao bypass gástrico, alterações como dilatação da anastomose podem contribuir para aumento da fome, menor saciedade e reganho de peso, exigindo investigação especializada.

Reganho de peso após bariátrica: por que acontece?

O reganho de peso após a cirurgia bariátrica pode ter várias causas. Ele pode estar relacionado a fatores comportamentais, metabólicos, hormonais, emocionais, nutricionais ou anatômicos. Por isso, antes de indicar uma nova cirurgia, é essencial compreender a origem do problema.

A avaliação pode incluir exames de imagem, endoscopia, análise dos hábitos alimentares, investigação de deficiências nutricionais e acompanhamento com equipe multidisciplinar. Em muitos casos, o tratamento não começa pela cirurgia, mas sim por ajustes clínicos, nutricionais e comportamentais.

Como funciona a cirurgia bariátrica revisional?

A técnica utilizada depende do tipo de cirurgia feita anteriormente e do objetivo da revisão. Em alguns casos, pode ser necessária a conversão de um procedimento para outro, como do sleeve para o bypass gástrico. Em outros, pode haver correção de alterações anatômicas, tratamento de refluxo, remoção de banda gástrica ou revisão de uma conexão cirúrgica.

Também existem opções endoscópicas para alguns pacientes, como procedimentos voltados à redução da abertura entre o reservatório gástrico e o intestino após bypass, sempre conforme indicação médica. A Johns Hopkins descreve a redução transoral da saída gástrica como uma alternativa minimamente invasiva para determinados casos de reganho de peso após bypass.

A bariátrica revisional é mais complexa?

Sim. Em geral, a cirurgia bariátrica revisional exige planejamento mais detalhado, pois o paciente já passou por uma alteração anatômica anterior. Podem existir aderências, mudanças no estômago e no intestino, além de maior risco de complicações quando comparada à primeira cirurgia. Por isso, a escolha do cirurgião, da equipe e do hospital é fundamental para a segurança do procedimento.

Acompanhamento é parte essencial do tratamento

A cirurgia bariátrica, seja primária ou revisional, não atua sozinha. O sucesso do tratamento depende de acompanhamento contínuo, alimentação adequada, atividade física, suporte psicológico e monitoramento médico periódico.

A obesidade é uma doença crônica, e o paciente pode precisar de novas estratégias ao longo da vida. Por isso, o reganho de peso não deve ser motivo de culpa, mas sim um sinal de que é hora de procurar avaliação especializada.

Quando procurar um especialista?

Quem já realizou cirurgia bariátrica e percebeu reganho de peso, retorno de doenças associadas, refluxo importante, vômitos recorrentes, dificuldade alimentar ou queda na qualidade de vida deve buscar orientação médica.

A cirurgia bariátrica revisional pode ser uma alternativa segura e eficaz quando bem indicada, mas precisa ser avaliada caso a caso. O primeiro passo é entender a causa do problema e definir, junto ao especialista, o tratamento mais adequado para recuperar saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Se você já fez cirurgia bariátrica e está enfrentando dificuldades no pós-operatório, agende uma avaliação com um especialista em cirurgia do aparelho digestivo e cirurgia bariátrica.

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Hérnias

As hérnias abdominais e inguinais são tumorações palpáveis que aumentam de volume aos esforços físicos, como por exemplo tosse e levantamento de peso. São ocasionadas pela migração de tecidos através de defeitos na parede abdominal e inguinal.

Na área específica de cirurgia geral, as hérnias podem ser: hérnias umbilicais (no umbigo), epigástricas (acima do umbigo), inguinais (nas virilhas), incisionais (em incisões cirúrgicas), etc.

Todas podem atualmente ser corrigidas por videocirurgia.

 
O que saber sobre a cirurgia:

As hérnias inguinais sempre devem ser operadas?
Quando o paciente sente dor ou há aumento do volume da hérnia, elas sempre devem ser operadas pelo risco de estrangulamento e encarceramento de vísceras no saco herniário.

Hoje em dia todas as hérnias são corrigidas por vídeo?
Atualmente há possibilidade de correção da maioria das hérnias abdominais e inguinais por videolaparoscopia por ser mais benéfica para o paciente.

O que é a tela e quando é utilizada?
A tela é um material protético, cujo objetivo é funcionar como um remendo sobre o orifício da hérnia, ocluindo-o por completo e deixando o reparo da hérnia sem tensão nos pontos. O que diminui a chance de recidiva da hérnia. Atualmente a grande maioria dos estudos científicos recomendam o uso da tela de marlex no reparo das hérnias inguinais por resultar em menores índices de recidiva (retorno da hérnia).

O que devo fazer caso precise ser submetido a uma cirurgia? 
Você deve fazer uma consulta com um especialista que irá avaliar suas condições clínicas para cirurgia, irá solicitar alguns exames complementares (exames de sangue e ultrassonografia abdominal total e exames cardiológicos) avaliação eventual de outros especialistas e consulta com anestesiologista.

Esta cirurgia tem algum risco mesmo com exames todos normais?
Toda cirurgia tem riscos, discuta detalhadamente com seu médico os riscos e benefícios da cirurgia.

Quando e como devo proceder para me internar? 
Em nossa rotina, exceto em casos excepcionais, o paciente é internado no mesmo dia da cirurgia, 2 horas antes, devendo sempre estar com a guia de internação autorizada pelo seu plano de saúde e respeitando o período de jejum que é de 6 horas para líquidos e 8 horas para sólidos.

Quanto tempo ficarei internado?
Em média em torno de 18 a 24 horas em nossa rotina, podendo-se inclusive receber alta no mesmo dia, dependendo das condições clínicas.

 
Como é a cirurgia?

1. Técnica aberta: 
Correção de hérnia inguinal direita – incisão de pele e tecido subcutâneo.
Pode ser realizada atualmente sob anestesia local ou peridural.
Realiza-se incisão em região inguinal de forma obliqua.

 

2. Técnica videolaparoscópica: 
Pode ser realizada por via extraperitoneal total (TEP) ou transabdominal pré-peritoneal (TAPP). Avanços recentes de materiais e o desenvolvimento constante da técnica cirúrgica tem aumentado a aplicação da técnica laparoscópica com excelentes resultados.
Através de 3 pequenos orifícios, utilizando-se uma videocâmera corrigimos o orifício herniário através da interposição de um material protético (tela de marlex), com excelente resultado estético, menor dor pós-operatória e retorno mais rápido às atividades profissionais).

 
 
Cuidados Pós-operatório:

Quais são os cuidados pós-operatórios?

  • Evite dirigir por pelo menos uma semana.
  • Evite esforços físicos por tempo determinado por seu médico, respeitando-se características individuais da técnica cirúrgica, do paciente e da doença.
  • Comunique seu médico se sofrer de obstipação intestinal ou se no pós-operatório seu intestino demorar muitos dias para voltar a funcionar para que possa ser medicado apropriadamente.
  • Não há restrições alimentares desde que você esteja sem desconforto abdominal ou náuseas.
  • Compareça à consulta de reavaliação pós-operatória.
  • Comunique seu médico imediatamente caso tenha qualquer dúvida.

Quais são os sinais que podem indicar que a minha recuperação não está dentro do esperado?

  • Febre.
  • Calafrios.
  • Dor intensa na região cirúrgica que não melhora com os medicamentos orientados.
  • Feridas cirúrgicas vermelhas, com calor local ou com vazamento de secreção purulenta (pus).
  • Drenagem abudante de líquidos pela(s) incisão(ões).
  • Náuseas e vômitos incoercíveis.
  • Taquicardia.
  • Mal-estar intenso.
  • Distensão abdominal (estufamento).
  • Intestino que não volta a funcionar.

Nestas situações relatadas acima – comunique seu médico imediatamente ou retorne ao hospital em que foi operado para atendimento médico emergencial e solicite a localização do médico responsável.